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Thathi lança "Tudo Que Já Estava Escrito", seu terceiro álbum
Publicado em 20/05/2022

Cantora, compositora e instrumentista divide faixas com Herbert Vianna, Flávio Venturini e Isabella Taviani

De São Paulo 

A cantora, compositora e multi-instrumentista Thathi lança nesta sexta (20) um álbum que sintetiza o que ela deseja para este momento de retomada do mercado musical — e da vida como a conhecíamos. Em "Tudo Que Já Estava Escrito", terceiro disco da carreira da artista baiana, as 12 faixas autorais (várias delas compostas com parceiros) celebram o amor, os encontros, as trocas, a proximidade. Concebido antes da pandemia para ser uma espécie de extensão do EP "Tudo Que Já Estava Escrito Sobre o Amor", o disco ganhou um novo olhar, influenciado pelo isolamento social e as reflexões que ele trouxe para Thathi. E terminou embalado com três participações especiais: Herbert Vianna, Isabella Taviani e Flávio Venturini. 

"Criei novas composições a partir da necessidade de expressar o que eu sentia ao ver aquilo tudo que nos aconteceu, levar um abraço às pessoas, uma mensagem de esperança", ela descreve em entrevista ao site da UBC. "Fui lançando singles com algumas das faixas, meio sem saber onde aquilo ia dar. Até que conheci o Rick (Bonadio, produtor do disco) e as coisas começaram a mudar. Os novos singles se somaram às músicas que já estavam no EP, e nasceu o álbum."

OUÇA MAIS: O álbum na íntegra

As histórias dos encontros por trás das participações dos três intérpretes famosos que dividem faixas com ela no álbum são, elas mesmas, cheias de simbolismo. Com o líder dos Paralamas, ganhador do Prêmio UBC 2020, deu-se um verdadeiro encontro de almas numa situação mais do que prosaica. 

"Eu estava numa loja de instrumentos musicais no Rio e comecei a tocar uma guitarra. Herbert entrou naquele momento, ouviu, pediu outra guitarra, se sentou ao meu lado. E dali, do nada, nasceu uma jam. É uma coisa que não tenho como descrever: um ídolo ali ao meu lado criando junto comigo. Acho que esse encontro estava escrito", diz a cantora e compositora, cuja carreira começou aos 7 anos de idade, numa banda infantil na Bahia. 

Depois daquele episódio, eles tiveram outros momentos de convivência e troca de histórias, experiências e energia: "Uma vez, tive uma noite de rainha. Ele me levou para ver um show dos Paralamas na Fundição Progresso, no Rio, me falou da vida, de música, de tantas coisas. Foi muito generoso." Uma das frases que Herbert mais repetia ao relembrar o passado durante as conversas virou nome e tema de música composta por ela em parceria com J. Veloso, sobrinho de Caetano Veloso. "Não Sei Se Te Contei" é interpretada por Thathi e Herbert e tem a inserção de frases de Dona Canô. 

Os encontros com Flávio Venturini e Isabella Taviani também vieram através da arte de Thathi: em ambos os casos, os intérpretes conheceram as criações sensíveis e cheias de personalidade da baiana e acabaram se aproximando. "Flávio me escreveu pelo Instagram (risos). Viu as músicas que eu vinha publicando e curtiu. Acho que esse é o espírito que eu busquei no trabalho: falar desses encontros casuais e especiais, sobre o destino, sobre as parcerias que tocam e mudam a gente. Pra mim, é lindo saber que artistas que eu sempre admirei, como ele, como a Isabella e como o Herbert, hoje fazem parte da minha história, da minha construção como artista, dividindo canções e sonhos."

A capa do disco

Além de J. Veloso, Renata Fausti, Felipe Toca, Leo Mucuri, Saulo, Luccas Trevisani, Marcelo Quintanilha, De Maria, Leandro Oliveira Santos e Khalil Goch também assinam parcerias com Thathi, que diz ver beleza na criação artística ao lado de colaboradores. 

"Eu adoro parceiras, trazem um outro olhar que sempre surpreende. Eu não tenho tantos parceiros assim, mas os que eu tenho conectaram totalmente com meu jeito de pensar e minha musicalidade. Nós, artistas, somos instrumentos para que as mensagens que importa cheguem às pessoas. Adoro falar de amor, não só do amor romântico, mas do amor universal mesmo. O amor é a chave que abre todas as portas pra gente. Mais do que nunca a gente está precisando dele. Quero que o que eu crio tenha um sentido maior, seja uma soma e que faça as pessoas enxergarem a vida de um jeito melhor, mais leve e positivo."

A turnê, conta Thathi, deve começar entre o final de julho e o início de agosto. "Eu estava até então com muito receio, estamos voltando aos poucos. Mas chegou a hora certa pra tudo acontecer. Quero me reencontrar com meu público em Salvador, em São Paulo, no Rio, em Fortaleza, um lugar com o qual tenho uma conexão especial. Acho que esse momento vai ser positivo, vem coisa boa aí. Tenho muita esperança."

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